domingo, 4 de setembro de 2011

pré-eclâmpsia o.o



Cerca de 10% das grávidas chegam a apresentar quadros de pré-eclampsia, na maioria das vezes, de forma leve e, normalmente, a meio da gestação.

A pré-eclampsia começa a manifestar-se com o aumento de pressão arterial (hipertensão) e inchaço por retenção de líquidos (edemas).

Só por si, estes sintomas não são sinal de alarme: todas a grávidas geralmente ficam inchadas e desconfortáveis nas últimas semanas de gravidez. No entanto, se não diagnosticada rapidamente, a pré-eclampsia pode evoluir para um quadro de eclampsia, levando a convulsões, coma e, por vezes, a situações mais graves.

O risco de sofrer uma pré-eclampsia é maior em mulheres com gravidezes múltiplas, em mães adolescentes e em mulheres com mais de 40 anos de idade.

Outros factores de risco são:
  • - História familiar de pré-eclampsia (inclusive na família do pai)
  • - Primeira gestação
  • - Pré-eclampsia em uma gestação anterior
  • - Mulheres previamente hipertensas
  • - Obesidade
  • - Diabetes
  • - Doença renal crónica
  • - Gestantes com doenças auto-imunes
  • - Intervalo de tempo prolongado entre gravidezes.

A pré-eclampsia está associada a algumas complicações, além do risco de eclampsia, como síndrome HELLP (comprometimento do fígado, das plaquetas e anemia), descolamento prematuro da placenta, alterações da vitalidade fetal e aumento da morbidez e mortalidade neo-natal.


O Parto, ou a Interrupção da Gravidez:

A indicação de interromper a gravidez vai depender da idade gestacional, da gravidade da pré-eclampsia e da presença ou não de complicações.

Antes das 34 semanas, é possível uma conduta conservadora nos casos de pré- eclampsia grave, de forma a aguardar a maturidade fetal.
Nesses casos, recomenda-se a administração de medicamentos, que acelerem a maturação pulmonar do bebé, para que este sobreviva a um parto prematuro. Ao mesmo tempo, a mãe receberá também medicamentos para tentar controlar a pressão arterial.

A partir da 34ª semana, em geral, indica-se a interrupção da gravidez. A interrupção da gravidez também pode ser necessária antes dessa idade gestacional, caso surjam complicações colocando em risco o bem-estar da mãe ou do bebé.

Embora em muitos casos se opte pela cesariana, por ser mais imediato, o parto normal é preferível, por causa dos distúrbios da coagulação, que podem complicar a pré-eclampsia. Além do facto de o risco de sangramento ser, evidentemente, muito maior na cesariana, do que no parto normal.

Nos casos de pré-eclampsia leve, não há necessidade de antecipar o parto, e normalmente aguarda-se até à 40ª semana, desde que os níveis de tensão estejam sob controlo.
Entretanto, as consultas pré-natais devem ser mais frequentes, de forma a detectar possíveis evoluções do quadro para pré-eclampsia grave.


Prevenção:Infelizmente a prevenção ideal ainda não foi encontrada.
Muitas teorias dizem que as causas podem estar relacionadas com factores genéticos, alimentares, vasculares, e neurológicos, mas não há uma causa exacta e comprovada.

No entanto, recomenda-se que, antes de engravidar, atinja limites normais de peso, e que durante a gravidez, não aumente excessivamente de peso.

Tenha um vida equilibrada e sem excessos, faça uma dieta equilibrada, repouse moderadamente, e tente dormir para o lado esquerdo.

Sem comentários:

Enviar um comentário